Secção Técnica Temática de trabalhos da A.R.L.A.

Artigos de natureza técnica ou histórica

O encantamento da escuta às radiocomunicações

[ Miguel Andrade ) - Novembro 2001 ]

Este artigo está na base da criação de uma das secções técnicas da Associação de Radioamadores do Litoral Alentejano.

Com esta matéria pretende-se entusiasmar o radioamadores a explorarem as capacidades dos seus aparelhos diversificando a sua actividade e a sua entrega à rádio. Esperamos ajudar todos aqueles que não tendo licença para emitirem possam desta forma ser convidados a explorar o mundo das radiocomunicações.

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Imagine-se um aficcionado que em plena semana de trabalho, digamos, numa Quarta-feira, que se deita às 11:30 mas põe o seu despertador de cabeceira para o acordar às 2:30 da manhã.

À hora marcada em pleno merecido descanso o aparelho soa estridente e... o dito personagem levanta-se cheio de vontade e vai de propósito escutar algo na rádio !?!

Este cenário absurdo pode parecer loucura mas não é ficção.

Inúmeros radioescutas e radioamadores em todo o mundo têm reacções destas e não é por qualquer tipo de doença do foro psicológico.

Sobretudo depois dos trágicos acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 a actividade nas ondas curtas incrementou exponencialmente, assim como a venda de receptores de largo espectro de frequências.

Desde antes da Guerra do Golfo que há em todo mundo especialistas em recepção de comunicações militares ( descodificadas ) dedicados a espiarem a actividade dos exércitos e a dedicarem os seus recursos de escuta a uma certa zona quente do globo. Nesta busca pela notícia ou simples curiosidade há quem se levante a meio do sono para ir à caça de emissões distantes.

Alguns destes improvisados espiões procuram responder a questões simples como... quais são as últimas novidades no Afegasnistão ?

Desde as emissões de radiodifusão das forças armadas no terreno da acção até às comunicações decifráveis das tropas em movimento, todos os sinais vindos da longínqua operação militar são profundamente profanados ao serem exploradas as frequências ditas “ quentes ”  por estes dedicados radio ouvintes especialistas em conflitos armados.

Nas guerras onde os recursos tecnológicos são mais modestos os movimentos de guerrilha são todos os dias seguidos por estes voluntariosos espiões amadores que podem morar mesmo na casa ao lado da sua sem que tenha consciência disso.

A legalidade desta silenciosa actividade fica salvaguardada desde que o dito aficcionado seja possuidor de uma licença especial para utilizar uma instalação de recepção de radiocomunicações e as respectivas antenas.

As estações não legalizadas estão contudo aptas a receberem as emissões de radiodifusão públicas pois é sobretudo na área da informação que as emissões em onda curta se destacam. A contribuir para o sucesso desta área comercial está a enorme variedade de línguas possíveis de sintonizar e o rigor da informação radiodifundida por muitas das estações que são por vezes a única fonte de notícias nos locais mais isolados do planeta.

Numa outra área desta questão pois estão os aficcionados que detestam envolverem-se em guerras a milhares de quilómetros e se dedicam a outro tipo de escuta. Eles procuram nos seus receptores os sinais em que estão envolvidas as actividades espaciais, as frotas marítimas, as expedições científicas, as provas automobilísticas que atravessam continentes inteiros, as operações de salvamento, os serviços meteorológicos, a actividade da aviação civil, as embaixadas, as Organizações não Governamentais em missão no terreno e uma enorme lista de outras comunicações via rádio que por vezes se fazem ouvir literalmente do outro lado do planeta.

Quase todos estes entusiastas, sendo radioamadores ou não, se formaram na escola da escuta às tais estações emissoras de radiodifusão que operam em muitos países e fazendo chegar os seus programas aos quatro cantos do mundo em Ondas Curtas.

Para todas estas pessoas a radioescuta não é uma questão de falta de respeito pela privacidade alheia mas uma janela aberta para o mundo, uma vez que esta actividade obedece a legislação que varia de país para país. Invariavelmente todas essas legislações obrigam ao mais rigoroso silêncio sobre os conteúdos das radiocomunicações que não sejam classificadas como radiodifusão.

Há algo de romântico nesta actividade, talvez pelo facto dela fazer os seus utentes esquecerem as barreiras físicas do tempo e do espaço, transportando-os em tempo real para locais a milhares de quilómetros em fusos horários que podem chegar a atingir as 12 horas de diferença naquele preciso momento.

O receptor de rádio com maior ou menor cobertura de frequências é hoje praticamente universal e acessível mesmo nos países mais pobres. Tais emissões são muitas vezes a principal fonte de informação, pelo que durante a acção militar que está a decorre no Afeganistão muitas das estações emissoras e organizações internacionais reforçaram de súbito os seus serviços em Pashto e Dari para tentarem aproveitar-se do facto de que para a maioria dos flagelados Afegãos tais emissões são avidamente procuradas por serem um meio precioso e por vezes único de acesso à informação.

Nas ondas da rádio transmitidas pelas estações emissoras de radiodifusão escutam-se por essa razão ritmos e músicas invulgares, folclores e tradições que nos despertam o interesse por aquela gente tão estranha de onde vêem aquelas tradições personalizadas em sons.

Ao ouvirmos falar línguas estranhas que embora por ventura algumas não nos digam nada em termos de conteúdo, podemos ser transportados durante alguns minutos para locais tão exóticos que embalam a nossa imaginação de uma forma que se assemelha aos tempos em que os livros faziam o papel do cinema e da televisão no imaginário das pessoas.

Por vezes o aficionado perguntar-se-á... quem são as pessoas que compreendem aquelas estranhas palavras ? onde vivem ? como vêem o mesmo mundo onde todos vivemos ? será que são um povo feliz rodeado de progresso ou estas pessoas estão a passar enormes privações por causa de alguma guerra ou catástrofe natural ? será que quem fala aquela língua estranha come o mesmo número de refeições por dia que nós ?

Podemos mesmo estar mesmo a escutar a rádio dos Talibã  a transmitir a sua propaganda e contra-informação sem nos apercebermos. Por certo entenderíamos a mensagem conseguíssemos compreender a sua língua e aí daríamos o seu devido valor histórico.

Muitas vezes sabe-se com grande precisão que radiodifusora se está a escutar, especialmente porque mesmo que não se dominem línguas estrangeiras uma grande parte das emissoras internacionais tem períodos diários de emissão em Português. As mais importantes têm um invejável serviço em línguas estrangeiras que pode chegar às largas dezenas de idiomas. Não é raro termos que fazer uma difícil opção entre programas interessantes na nossa língua que são transmitidos por diferentes estações à mesma hora.

Para aqueles que não estando licenciados para emitirem nas faixas de frequências do Serviço de Amador, a possibilidade de escutarem as comunicações dos radioamadores e identificarem estações em países difíceis é um passatempo que ganha bastantes adeptos.

Para além de curiosos momentos bem passados e de comunicações interessantes escutadas, os aficcionados da escuta têm muitas vezes inúmeras recordações que recebem das estações que recebem nos seus receptores.

No tempo da Guerra Fria, as estações emissoras de radiodifusão dos países alinhados com as superpotências degladiavam-se para conseguirem as atenções de um número maior possível de ouvintes, recorrendo a todo o tipo de marketing promocional para presentearem os ouvintes que entravam em contacto com estas emissoras através das suas confirmações de escuta escritas. Outras vezes os regimes políticos preferiam a arma das interferências que abafavam as incómodas vozes da subversão... ou da verdade.

As vantagens das emissões em Ondas Curtas sobretudo as de natureza comercial ou política através da radiodifusão são as da rádio em geral, embora amplamente ampliadas pelo alcance das emissões e pela particularidade da universalidade também criada pela variedade de línguas dos vários serviços de uma mesma estação emissora.

Nos programas informativos, em virtude de não haver imagem, a rádio aguça a percepção tornando-se um meio muito eficaz sobretudo quando a mensagem é transmitida no idioma de uma pessoa iletrada que não reconhece qualquer outra língua para além da sua. A acessibilidade aos receptores e a sua portabilidade tornam-nos muito cobiçados tanto por quem anda em guerrilha escondido no mato como pelos Governos preocupados com a sua imagem no estrangeiro.

Vários países dedicam orçamentos avultados para manterem operacionais estas emissões pelo que na realidade é de se duvidar da independência jornalística de certas emissões. Certos Governos ainda não admitem que o jornalismo sério pode trazer mais benefícios que qualquer campanha de marketing dispendiosa ou propaganda política.

São também muitos os estrangeiros que longe da sua pátria investem tudo num pequeno e acessível receptor para se poderem manter em contacto com a realidade das suas origens a par com o telefone os canais de televisão por satélite ou os jornais quando estão disponíveis.

A Onda Curta ainda hoje é um poderoso elemento no arsenal mediático de qualquer cidadão que procure estar bem informado.

Embora a rádioescuta seja também praticada noutras faixas de frequências é menor o número de faixa de frequências atribuídas à radiodifusão. Por outro lado o alcance das comunicações é cada vez mais restrito à medida que a frequência sobe, pelo que os aficcionados das bandas de VHF e UHF se dedicam sobretudo a procurar comunicações de outros serviços.

Alguns adeptos desta modalidade tornaram-se através do seu passatempo autênticos especialistas em certos tipos de comunicações o que os leva por vezes a consideráveis investimentos em equipamento e aquisição de conhecimentos.

Embora os radioamadores muitas vezes tenham estes seus colegas muitas vezes em relativa baixa consideração, há radioescutas que tem conhecimentos técnicos muito superiores à grande maioria dos licenciados na emissão. É muito vulgar conhecerem-se verdadeiros especialistas em áreas como a propagação das ondas de rádio entre estes empenhados amadores. Não é mesmo nada invulgar encontrarmos radioamadores que passam mais de 75% do tempo que dedicam à rádio em escuta.

A legalização da actividade de radio escuta fica ao critério de cada um, contudo ela só trás benefícios, uma vez que permite aos utentes registados usarem complexas antenas direccionais ou de mais ganho do que um simples fio de comprimento aleatório muitas vezes dissimulado e por isso amputado de grande parte do seu valor como antena eficaz. Outra contrapartida é a possibilidade de possuírem um indicativo oficial que lhes permite serem considerados com uma estação para recepção de radiocomunicações oficial.

As alegrias neste campo começam com a aquisição de um receptor que possua a capacidade de receber emissões em frequências que se encontrem para além das faixas descriminadas para uso da radiodifusão. Qualquer radioamador está muito bem equipado neste sentido em Ondas Curtas ( HF ), pois geralmente os emissores/receptores cobrem todas as frequências de forma contínua até pelo menos aos 30 MHz, porém para quem não é possuidor de um certificado de amador nacional não tem essa possibilidade, a não ser que adquira um bom receptor.

Os cães polícias desta modalidade de equipamentos são os “ scanners “ multifrequência que cobrem faixas de forma contínua de uma largo espectro. Este tipo de receptor tem a faculdade de possuir um certo número de funções extraordinárias como a de procurar a um ritmo alucinante qualquer sinal de rádio dentro dos limites de frequência estabelecidos pelo seu usuário, ou de farejar os sinais mais fracos através de filtragem adequada. Para além das muitas funções de busca avançadas há nestes aparelhos inúmeras ferramentas que ajudam de sobremaneira o operador a gerir a informação recolhida num banco de memórias preparado para esse fim.

Alguns destes receptores extraordinários cobrem geralmente uma grande gama de frequências que podem chegar a vários GHz, possibilitando receber virtualmente todo o tipo de radiocomunicações.

Todas as legislações nacionais proíbem a recepção de certas faixas de frequências como as dos telefones celulares, uma vez que em certos países as redes analógicas tornam os telefonemas aleatóriamente acessíveis a qualquer pessoa que possua um receptor com estas faculdades. Também as escutas praticadas nas frequências da polícia ou de certos ramos das Forças Armadas é ilegal em grande parte dos países.

Cada utente deve saber dosear a sua curiosidade e os seus impulsos de forma a que a sua actividade seja moralmente aceitável, uma vez que actualmente há cada vez mais tecnologia sofisticada para escutas que violam a lei ou a privacidade de terceiros a preços acessíveis ao orçamento de qualquer um.

Aliada à capacidade de cobertura de frequências e às possibilidades técnicas oferecidas pelo receptor, um bom desempenho da estação de rádio escuta depende sobretudo da antena de recepção e da linha de transmissão dos sinais captados até ao aparelho.

Um antena exterior, tão livre de obstáculos circundantes quanto possível, calibrada para a frequência a receber e ligada ao receptor por um cabo de baixas perdas fará com certeza um bom trabalho, independentemente da sensibilidade ou das filtragens que o aparelho possua.

Para quem não é radioamador e tenha que recorrer a um aparelho só para recepção, deve procurar conselho sobre a melhor antena de acordo com o espaço disponível e com o tipo de sinal que procura receber. Vale mais um grande investimento na antena que vai trabalhar com um receptor modesto do que ter um excelente receptor que não esteja ligado à antena conveniente.

Descurar o cabo de ligação pode ser também tão importante como a diferença entre receber-se alguma coisa ou não servir para nada ter-se adquirido um caríssimo equipamento receptor e uma complexa e não menos cara antena exterior.

Mesmo com um cuidado extremo nestes componentes da estação há um factor que pode mesmo assim deteriorar uma boa recepção... as fontes de ruídos.

Quem faz radio escuta numa cidade tem probabilidades de ter condições de recepção muito piores de quem vive numa zona rural desafogada devido às probabilidades de interferências e ruído causadas pelas actividades humanas.

Desde a própria rede de fornecimento de energia eléctrica, passando pelo computador pessoal... ou pela maquinaria da cozinha, tudo é fonte de um rumor de fundo ou de interferências incomodativas que anulam sobretudo os sinais mais ténues ( por vezes os mais interessantes ).

Trabalhar com bateria é por vezes preferível do que usar um transformador ou uma fonte de alimentação para a rede eléctrica quando não há uma filtragem eficiente.

Alguns “ scanners “ tem amplificações de recepção e atenuadores incorporados que permitem trabalhar com eles nas mais difíceis condições. Ligar uma boa antena alimentada pelo cabo de menores perdas pode saturar de tal forma as capacidades de recepção do aparelho que será necessário recorrer a atenuadores de sinal em certas circunstâncias.

Apesar de tudo, a recepção de estações distantes de radiodifusão em Ondas Curtas pode ser apenas uma questão de condições de propagação, sobretudo nos equipamentos mais modestos ou nas instalações às quais não tenha sido devotado qualquer cuidado em relação às antenas e aos cabos da linha de transmissão do sinal.

Na verdade as condições de propagação de uma determinada frequência são em derradeira análise a diferença entre se receber ou não uma determinada emissão, pois ela não está dependente de situações de origem humana.

Há três relevantes factores que entram em linha de conta nos fenómenos das condições de propagação de um sinal radioeléctrico a uma determinada distância. Estes factos são a actividade solar ( sobretudo a actividade das manchas e dos ventos solares e dos seus ciclos ), o facto de ser dia ou noite, ( tanto no local onde é feita a emissão como no local onde ela vai ser recebida e no trajecto entre ambos ) e finalmente a própria estação do ano.

Sejam quais forem as combinações destes três factos, a boa notícia para os aficcionados das potentes estações emissoras de radiodifusão é que todos os dias e a qualquer hora do dia têm sempre um gratificante número de opções ao seu dispor que os obrigarão a ficarem bastante activos sobretudo se estão a descobrir o novo mundo das radiocomunicações.

Quando ocorrem tempestades solares ou perturbações ionosféricas podemos ser postos perante propagações anormais que tanto nos podem beneficiar a escuta de estações distantes como se podem revelar um autêntico caos de degradação na recepção mesmo para as estações mais bem equipadas.

O conhecimento do comportamento da propagação pode ajudar mesmo os principiantes a obterem os maiores sucessos á custa de aparelhos modestos ou instalações informais.

Há um conjunto de informações que são transmitidas diariamente 24 horas por dia sobretudo pelas estações de calibração de frequência e referência para o sinal horário.

Nos Estados Unidos, a estação WWH instalada no Estado do Colorado é responsável pela transmissão não só dos dados de calibração mas também de um conjunto de informações imprescindíveis para previsão da propagação ao minuto 18 depois de cada hora. Estas emissões são feitas em 2,5 MHz, 10 MHz, 15 MHz e 20 MHz. A cada 45 minutos depois da hora a estação WWVH no Havai transmite as mesmas informações em 2,5 MHz, 5 MHz, 10 MHz e 15 MHz.

A informação transmitida inclui o Fluxo Solar ( uma medida para a actividade solar ), o Índice A e o Índice K ( actividade geomagnética centrada nos pólos do planeta ).

O Fluxo Solar está compreendido entre valores compreendidos entre 0 a 400 e tem um efeito positivo sobre a propagação que afecta sobretudo a frequência máxima usável, o que significa abrir boas probabilidades de escuta em longa distância nas frequências mais altas conforme vamos tendo um incremento nos seus valores. O valor mínimo atingido até ao momento na altura mais desfavorável de um ciclo solar foi de 66.

O Índice A está também compreendido entre valores que variam de 0 a 400 , enquanto que a escala de valores para o Índice K se encontra entre 0 e 9.

Seguindo-se o evoluir dos valores dos Índices A e K ao longo do dia, podemos obter uma previsão com bastante rigor das condições de propagação. Estes índices têm uma íntima relação com as reais capacidades que temos de escutar estações longíncuas.

Á medida que os índices aumentam estamos perante o gradual aumento da absorção de sinais nas zonas polares. Sobretudo os sinais transmitidos a latitudes mais próximas dos pólos serão mais afectados até desaparecerem completamente sob o ruído. Em situação de perturbações desta natureza, as denominadas tempestades geomagnéticas, as estações de radiodifusão como a Rádio Canadá Internacional será mais dificilmente escutada na Europa ao nível dos países Bálticos, podendo mesmo ser completamente inaudível nos países Nórdicos quando o Pólo Norte for severamente atingido por uma destas ocorrências.

Perante estas circunstâncias as estações mais próximas do equador ficam beneficiadas, assim como a escuta de estações habitualmente pouco ouvidas do hemisfério oposto.

Algumas estações de radiodifusão como a Radio Nederlands International ou outros organismos internacionais proporcionam aos utentes da Internet nos seus sítios informação detalhada e actualizada destes parâmetros.

Esta utilidade permite fazer uso de uma grande variedade de opções entre programas de previsão de propagação concebidos por amadores ou por cientistas de instituições conceituadas nesta área. Alguns destes programas são gratuitos e acessíveis para instalação a partir de páginas de radioamadores ou de estações de radiodifusão.

Como introdução sobre esta matéria apenas foi apresentada uma imagem superficial deste tema, já que se trata de um artigo comemorativo da nova área temática da A.R.L.A. destinada a todos quantos queiram desenvolver esta actividade.

Na Secção Técnica Temática onde esta área foi inserida estarão cada vez mais informações disponíveis para a exploração da radioescuta e no futuro outros artigos surgirão dedicados a aspectos que desta vez forma apenas superficialmente abordados.

 

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