ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)

João Cunha ct2gsn gmail.com
Terça-Feira, 10 de Março de 2009 - 14:00:10 WET


 Eu jurei a mim mesmo que nãqo dava mais nenhuma opinião neste fórum sobre
nada
mas quando leio o que li não posso ficar indiferente.
Estive na Banda do Cidadão muitos anos foi a melhor escola que pude ter como
operador de radio ,ainda hoje opero da mesma  forma ,não sou daqueles que
pela razão de tirarem  a carta de amador mudaram at´+e a sua maneira de ser
.
Sou o que sou e não me sinto mal com isso, aliás também nunca bebi não bebo
bebidas alcoólicas por isso não encaixo no padrão que o colega quer por nos
utentes da Banda do Cidadão .Conheci muitos e bons operadores e até técnicos
de radio que ainda hoje estão nas bandas de amador que foram bons operadores
nos 27 Mhz.
Com respeito aos defeitos de todas as bandas ,confeço que tambem já estou
farto de em detern«minadas frequencias escutar sempre os mesmos sem " pucha
papagaio" nem "pucha cabra" mas com G3 ,TURRAS ,MAINATOS MACHIBOMBOS E
OUTRAS PALAVRAS QUE PASSADOS 30 ANOS AINDA HÁ GENTE QUE TEM QSOS DESTES.
or isso venha o diabo e escolha .
Seja de que forma for eu serei sempre radioamador imdependentemente da
ligislação.
Cada dia que passa fico mais a saber que há ainda muita gente que julgam que
os Sntos andam de avião .
A PARTIR DESTA NÃO COMENTO MAIS ....
PARA SER RADIOAMADOR NÃO SE TEM QUE SER ENGENHEIRO
MAS HÁ MUITO ENGENHEIRO QUE QUE NÃO FARIA FALTA NENHUMA SER RADIOAMADOR.
TENHO DITO.

CT2GSN       JOÃO CUNHA












2009/3/10 José Miguel Miranda Barroso da Fonte <etjfonte  ua.pt>

> Se eu for mestre do bisturi, isso faz de mim médico (cirurgião)?
>
> Operadores de rádio não são necessariamente rádioamadores. O serviço de
> amador e amador por satélite é por definição, um serviço de cariz
> científico
> com o objectivo de instrução pessoal na temática da rádio-electricidade e
> afins.
>
> Para, simplesmente, operar rádio, tem por exemplo o serviço público de
> acesso não condicionado, denominado Banda do Cidadão, e serviços isentos de
> licença, tais como os PMR e LPD, estes últimos comungam de alguns canais em
> 433 MHz com o serviço de amador. Peço desculpa por parecer algo radical mas
> de facto era assim que deveria ser, talvez uma visão utópica…
>
> Pelo que sei, há festas noutras bandas, pelo que não é preciso virem todos
> para o serviço de amador a “puxar papagaios”, a emitir dos seus QT’s (acho
> que é QTH mas depois da última cerveja alguém comeu uma letra), a rirem-se
> enquanto primem o PTT (Push-To-Talk), a fazerem QSO sem espaços entre
> câmbios, a deixarem disparar o temporizador do repetidor, consecutivamente,
> num QSO de alguns minutos, etc.
>
> É um facto que estou a generalizar mas a palavra diz tudo, generalizar,
> quando de facto deveria ser a excepção. Também é um facto que a culpa é de
> muitos CT1, que ao verem isto acontecer, preferem ignorar. Eu sou um pouco
> assim, ignoro a maior parte das vezes, e quando digo algo em vez de ouvirem
> e reconhecerem um ou outro erro, preferem “atacar” ou ter uma atitude
> prepotente daí o ignorar cada vez mais.
>
> Eu fiz CB, foi uma boa escola mas nunca vi nenhum papagaio onde pudesse
> puxar. Tinha eu os meus 14 anos e nunca vi o Lindo Sol Brasileiro, nem
> piriquitos, e macanudo deve ser algo tipo elfo.
>
> Cedo tive consciência que não era aquilo que queria. Na cidade em que vivo,
> não havia amadores, não havia informação, não havia nada, apenas vontade.
> Felizmente o, agora, CT1ELQ pediu informação ao ICP e uns tempos depois
> éramos uns quantos amadores. O gosto pela rádio era tal que condicionou o
> meu futuro, através das minhas opções escolares e posteriormente
> académicas.
>
>
> Posso dizer que o meu primeiro rádio de HF multibanda foi adquirido apenas
> em 2007. Antes tinha uma herança dos meus tempos de CB, que apenas me
> permitia o uso dos 10 metros. E este problema, cuja limitação não é o
> conhecimento, pois já era classe A, mas sim o factor económico? Pois é,
> Felizmente com o evoluir dos anos os rádios ficaram mais baratos, existem
> em
> maior quantidade e devo dizer que a minha condição económica também se
> alterou. De facto é simples ir ao supermercado comprar cerveja, puxar pela
> goela e toca a falar…
>
> Apesar de não ter rádio (HF multibanda) isso não me impediu de fazer,
> ensinar e aprender, aprender, aprender…
>
> Se tiver que “lutar” um pouco para fazer deste serviço (hobbie) um lugar
> melhor, que seja.
>
>
> Existem imensas actividade que um CT2 e um CT5 (incluem-se aqui uns quantos
> CT1) podem fazer em VHF e UHF. No caso dos CT2, até que têm muitas bandas
> onde podem “trabalhar” com a excepção dos 20, 15 e parte dos 10 metros em
> fonia. Limitações essas que PODIAM ser circundadas durante os concursos.
>
> Note-se o PODIAM pois pelo que vi no novo decreto, deixam de poder, e aqui,
> aplica-se a todos. Espero ver este ponto numa das portarias a sair em
> breve.
>
> “Sem exame sí faria Morse que quer quer gosta e quem sabe quem não sabe
> ,procederia da mesma forma estudava como estuda agora com os mesmos meios e
> quando chegar em frequencia e se sentir capaz de escutar e transmitir
> ,força
> .
> não é o exame que atesta nada. “
>
> Confesso que tive alguma dificuldade em perceber a frase mas depreendi o
> conteúdo e de certa forma até concordo, mas o cerne da questão seria outro,
> algo do género, nem todos os médicos são bons médicos (e não, sou mestre do
> bisturi logo sou médico).
>
> Infelizmente essa é a mentalidade reinante sendo depois o serviço de amador
> visto cada vez mais, como a nova CB, ao contrário de outros tempos em que o
> serviço de amador, de facto, inovava.
>
>
> Peço mais uma vez desculpa pelo teor da mensagem mas estou de ressaca e só
> vejo água a correr nesta lista…
>
> Já estou a ver a rima: “Bora pedir um ICOA na Zé Malhoa”
>
> Ah! E já agora… um chavão: “Quantidade não é qualidade”.
>
> 73 de ct1enq
>
>
> PS: Desta vez foi mesmo de uma assentada, sem revisão e sem reflexão pois a
> falta de cerveja faz destas coisas… Na próxima já não faltará cerveja para
> continuar a festa!
>
> ________________________________________
> De: cluster-bounces  radio-amador.net
> [mailto:cluster-bounces  radio-amador.net] Em nome de João Cunha
> Enviada: domingo, 8 de Março de 2009 18:17
> Para: nobre.santos  netvisao.pt; Resumo Noticioso Electrónico ARLA
> Assunto: Re: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
>
> Continuo a não entender  o problema de certas pessoas relativamente ao CW.
> Aí vou eu bater na mesma tecla,porque é que mesmo não gostando de Morse e
> gostando de fonia,e como CT2 classe B sem Morse não poder usufruir de
> determinadas frequencias que não são especificas de morse ,mas até mais de
> fonia   ,ter que fazer exame de Morse não entendo .
> Sem exame sí faria Morse que quer quer gosta e quem sabe quem não sabe
> ,procederia da mesma forma estudava como estuda agora com os mesmos meios e
> quando chegar em frequencia e se sentir capaz de escutar e transmitir
> ,força
> .
> não é o exame que atesta nada.
> Por causa dessa lei do tempo dos Afonsinhos estão muitos bons operadores
> impedidos de uzar os 20 metros os 15 e outras frequencias muito
> interessantes em fonia.
>
> MOSE SIM SEMPRE MAS PARA QUEM GOSTA ,ACABAR COM O MORSE NUNCA.
>
> CT2GSN    JOÃO CUNHA
>
>
> 2009/3/7 Jorge Santos <nobre.santos  netvisao.pt>
> Colega Joel.
>
> Uma das razões que leva colegas B a reclamarem direitos é exactamente o
> facto de existirem CT1's sem morse, portanto a sua afirmação está de todo
> errada, aliás existem tantos CT1's sem morse do que com, consulte a lista
> publicada pela ANACOM e poderá ver que essa informação não está correcta.
>
>
> 73’s from:
> ***********************************
> CT1JIB / Jorge Santos
> QTH-Locator : IM58mo
> CQ Zone: 14 / ITU Zone: 37
> Watch data in www.qrz.com
> QSL Via: Bureau or Eqsl: www.eqsl.cc <http://www.eqsl.cc/>
>
> REP Member# 1748
>
> ARLA Member# 070
>
> ARRL/LoTW Member# 2000232451
>
> AMSAT Member# 36900
>
> EPC Member# 5302
>
> *
>
> Sysop of CQ0DSA, CQ0DAH, CQ0DCH
>
> D-Star System
> ************************************
>
>
>
> Joel Lobão escreveu:
> Caro colega,
> Não vi em parte alguma do texto do CT1ENQ algo que sugerisse uma luta de
> galões.
> Quanto a CT1's sem morse não existe. Todos os CT1 estão habilitados a fazer
> morse, quer tenham feito o exame quer tenham passado administrativamente.
> Além disso há poucos segmentos da banda de amador que um CT1 não possa
> operar. Que me lembre só os 6m a faixa de 7100 a 7200 e 70Mhz, pois esses
> carecem de uma licença especial que só é atribuida à classe A.
> Acho que todos querem o bem do radioamadorismo. Apenas cada um tem a sua
> visão do que é melhor...
> CT1HXB
>
> 2009/3/7 fernando seco <fernando.seco  netvisao.pt
> <mailto:fernando.seco  netvisao.pt>>
>
>    " é normal escutar colegas CT2/CT5 (e talvez CT1s) fora dos
>    segmentos que lhes "eram/são" permitidos"
>
>    Porque é que quando se refere aos CT2 não refere classe B? Sim
>    porque existe uma grande parte dos CT1 classe B.
>    "Talvez CT1s ..." tem duvidas que tambem os haverá?
>
>    Já agora qual a diferença em provas prestadas entre um CT1 sem
>    Morse e um CT2 ? O "exame" foi diferente? As pessoas fizeram os
>    exames que lhe foram exigidos para a classe e foram aprovados ou
>    não ponto final.
>
>    Existem bons e maus em todas as classes e se for de mau caracter
>    ha-de ser em todas .
>
>    Isto em vez de puxarmos todos no mesmo sentido para o futuro do
>    rádioamadorismo, parece uma luta de galões para ver quem é o o melhor.
>    CT2GAI
>
>    ----- Original Message ----- From: "José Miguel Miranda Barroso da
>    Fonte" <etjfonte  ua.pt <mailto:etjfonte  ua.pt>>
>    To: "'Resumo Noticioso Electrónico ARLA'"
>    <cluster  radio-amador.net <mailto:cluster  radio-amador.net>>
>    Sent: Saturday, March 07, 2009 2:33 AM
>    Subject: RE: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
>
>
>
>
>    A prova que foi de uma assentada, é a de que comecei por tentar
>    fazer uma
>    comparação com os dois antigos decretos e a certa altura o cansaço
>    já era
>    notório e acabei por atirar alguns pensamentos. Eram quase três da
>    manhã
>    quando enviei a mensagem, isto depois de um dia de trabalho cansativo.
>    A reflexão que existiu foi a de alguns pensamentos recorrentes,
>    daí algumas
>    ideias já estarem definidas.
>    :)
>
>    Quanto ao comentário do colega João Martins, o que posso dizer é
>    que se isto
>    fosse uma utopia, até os CT5 podiam ser CT1, desde que respeitassem as
>    imposições legais. Infelizmente, mesmo podendo ser identificados,
>    é normal
>    escutar colegas CT2/CT5 (e talvez CT1s) fora dos segmentos que lhes
>    "eram/são" permitidos. Eram, porque agora não sabemos como vai ser.
>
>    (Gostei da estória do Inocêncio eheh)
>
>    No entanto, em relação ao novo decreto, houve uma questão que me
>    suscitou
>    curiosidade. Era, e continua a ser por mais 90 dias, comum escutar
>    colegas
>    dizer que bastava pedir um indicativo especial para operar todas
>    as bandas,
>    Isso, como já foi provado, é mentira. Mas existia outra questão.
>    No decreto
>    de 1995, artigo 18º ponto 2, diz:
>
>    "2 - O ICP pode, sempre que se realizem concursos entre os amadores
>    nacionais, ou entre estes e os estrangeiros, mediante proposta
>    fundamentada
>    de amadores ou de associações de amadores, autorizar, durante o
>    período
>    desses concursos e para essa finalidade, a utilização sem restrição de
>    distância, tipo de emissão ou de categoria de amador, de qualquer
>    das faixas
>    de frequência atribuídas ao serviço de amador."
>
>    Ora, este ponto era interessante e eu concordava com ele, mas e agora?
>
>    Agora é o Artigo 14º (da Lei de 2009). Este diz:
>
>    " Autorizações especiais
>    1 - O ICP -ANACOM pode conceder autorizações
>    temporárias para o funcionamento de estações, com localizações
>    definidas, nos termos do n.º 1 do artigo 15.º, que
>    não cumpram no todo ou em parte as disposições técnicas
>    definidas no presente decreto -lei, a titulares de CAN,
>    com excepção dos da categoria 3, bem como a titulares
>    de licenças de estação de uso comum ou de documento
>    habilitante válido emitido pela CEPT, UIT ou país com o
>    qual Portugal tenha um acordo de reciprocidade.
>
>    2 - O ICP -ANACOM pode autorizar, em determinados
>    eventos ou iniciativas, que indivíduos não habilitados para
>    o efeito utilizem estações de amador, sob a supervisão de
>    amadores das categorias 1, A ou B.
>
>    3 - As autorizações referidas nos n.os 1 e 2 são atribuídas
>    mediante requerimento dirigido à ANACOM que
>    invoque o objectivo exclusivamente de promoção e divulgação
>    do conhecimento tecnológico e científico ou de
>    desenvolvimento de actividades experimentais no âmbito
>    das comunicações electrónicas em geral e das radiocomunicações
>    em particular.
>
>    4 - No caso a que se refere o número anterior, os requerimentos
>    devem ser apresentados ao ICP -ANACOM com
>    uma antecedência mínima de 10 dias úteis relativamente à
>    data pretendida para o início de vigência da autorização.
>    5 - Em casos excepcionais, devidamente justificados,
>    o ICP -ANACOM pode dispensar o cumprimento do prazo
>    a que se refere o número anterior. "
>
>    (A lei de 95 tem dois pontos.)
>
>    Ora, no ponto 1 refere o ponto 1 de artigo seguinte (15º), que diz:
>
>    "1 - As faixas de frequências atribuídas ao serviço de
>    amador e ao serviço de amador por satélite, bem como as
>    condições de utilização para cada uma das categorias a
>    que se refere o n.º 1 do artigo 5.º, incluindo as respectivas
>    potências de emissão são fixadas e publicitadas no Quadro
>    Nacional de Atribuição de Frequências (QNAF)."
>
>    Se não estou em erro, acabou-se a cerveja...
>
>    Autorizações especiais, de cariz temporário, aplicam-se nos termos
>    do ponto
>    1 do artigo 15º. Este ponto refere que as categorias e suas faixas
>    serão
>    publicitadas no QNAF. Das duas uma, ou o QNAF vai ficar ainda maior ou
>    alguém meteu água (na cerveja). Será o fim das eventuais excepções
>    consentidas pela ANACOM após requerimento "fundamentado".
>
>    O texto além de mais extenso complica o que era fácil.
>
>    Comentários?
>
>    Já agora, alguém sabe as razões da divisão da banda dos 30m em 3
>    parcelas?
>    Não vi ninguém comentar isso. Já há algum tempo que vi esta
>    divisão aparecer
>    no QNAF mas não vi nenhuma reacção. O serviço de amador tem estatuto
>    secundário nesta banda, mas e daí? Se nem nas bandas de estatuto
>    primário
>    com protecção estamos à vontade...)
>
>    Enfim, alguém para a "after-hours" na Zé Malhoa?
>
>    73 de ct1enq
>
>
>    -----Mensagem original-----
>    De: cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>
>    [mailto:cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>] Em nome de João
>    Gonçalves Costa
>    Enviada: sexta-feira, 6 de Março de 2009 10:14
>    Para: 'Resumo Noticioso Electrónico ARLA'
>    Assunto: RE: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
>
>    Muitos Parabéns CT1ENQ,
>
>    Pela sua bem elaborada e fundamentada analise que vem recentrar e
>    enriquecer a discussão em muito do que é essencial se discutir no
>    presente e
>    para o futuro.
>
>    Discordando em alguns pontos por si abordados, caso do morse, no geral
>    concordo com muito do que escreveu e do muito que existe para
>    escrever e
>    debater.
>
>    Infelizmente, muitas vezes ficamo-nos pela "espuma dos dias " e
>    não paramos
>    para distinguir o joio no meio do campo de trigo.
>
>    Discordo completamente desta sua frase "...escrevi isto duma
>    assentada sem
>    muita reflexão " pois não é de todo verdade.
>
>    João Costa,CT1FBF
>
>    ________________________________
>
>    De: cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>
>    [mailto:cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>] Em nome de José Miguel
>    Miranda
>    Barroso da Fonte
>    Enviada: sexta-feira, 6 de Março de 2009 2:49
>    Para: 'Resumo Noticioso Electrónico ARLA'
>    Assunto: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
>
>
>
>    As notas introdutórias, do antigo e novo decreto, diferem, como
>    seria de
>    esperar. O decreto antigo começa por se queixar da complexidade e
>    multiplicidade normativa do decreto de 1983. Também afirma que
>    ocorreram
>    alterações normativas que justificam as alterações que, entretanto,
>    entrariam em vigor. Modificaram-se as categorias, faixas de
>    frequências,
>    classes de emissão (mas nem todas contempladas.) e dizem que a as
>    práticas
>    decorridas também ajudaram e reformular o "novo", de 1995, decreto.
>    Acolhem-se princípios da WRC e CEPT (T/R 61-01 e T/R 61-02). Dai a
>    existência de apenas 3 classes.
>
>
>
>    Ora, o novo decreto começa por afirmar que o decreto anterior
>    demonstra a
>    necessidade de actualização (com atraso de 14 anos). Afirmam que este
>    decreto traduz esse esforço! (Bem, a começar com 6 categorias, parece
>    simples!).
>
>
>
>    A verdade é que alguns dos erros do decreto de 1995 foram
>    corrigidos. Alguns
>    pontos do novo decreto já existiam no decreto de 1983.
>    "Desapareceram" desde
>    1995 e voltam agora, como o caso de um operador de classe inferior
>    poder
>    utilizar a estação de um amador de classe superior desde que
>    respeitando as
>    limitações da sua classe. Outro erro corrigido é a frase que
>    consta no CAN,
>    actual, de cada um, onde, no verso, diz:
>
>
>
>    "A instalação e utilização de estação de amador própria carece de
>    licença"
>
>
>
>    A incoerência deste frase é tal que nem merece comentários, no
>    entanto no
>    novo decreto, o de 2009, Capítulo III artigo 9º ponto 1, é dito:
>
>
>
>    "O funcionamento de estações individuais de amador não carece de
>    licença"
>
>
>
>    Contemplam-se normas, extensivamente, para as estações de uso
>    comum, algo
>    que não estava contemplado no decreto de 1995, o que é de salutar.
>
>
>
>    A renovação automática também me parece bem, contemplada na lei de
>    2000 cuja
>    aplicação excluía o serviço de Amador e Amador por satélite.
>
>
>
>    Depois surgem os erros, tipo: Artigo 6º ponto 3:
>
>
>
>    " Os CAN são válidos por um período de 10 anos, independentemente da
>    alteração de categoria durante esse período."
>
>
>
>    Depois o ponto 4 diz:
>
>
>
>    " O CAN deve ser alterados nos seguintes casos:
>
>    a) Por iniciativa do ICP-ANACOM, sempre que se verifique uma alteração
>    na categoria de amador;"
>
>
>
>    Esta "redundância" parece completamente desnecessária, do tipo,
>    decreto de
>    1995. Este é apenas um dos, alguns, casos. A verdade é que li o
>    decreto uma
>    vezes mas sempre na "diagonal" e foi o suficiente para perceber
>    que os 14
>    anos de espera não vislumbram nada de novo, apenas mais do mesmo,
>    isto,
>    mesmo sem conhecer o conteúdo das portarias que se avizinham.
>
>
>
>    Um dos pontos que me preocupa é o novo valor das taxas, tendo em
>    conta que o
>    serviço de amador NÃO É UM SERVIÇO PÚBLICO mas sim de cariz cientifico
>    apesar da "CBização" que se tem verificado.
>
>
>
>    Preocupa-me a questão dos novos indicativos. Desde há uns anos que não
>    entendo o que a ANACOM anda a fazer. Todos sabem que a série
>    atribuída a
>    Portugal é CQ-CU, já para não falar da série XX que se perdeu em
>    2007 para a
>    China sem que ninguém desse por ela (sem comentários).
>
>    A sub-divisão interna é internacionalmente conhecida:
>
>
>
>    CQ-CT 0,1,2,4,5,6,7,8 PORTUGAL
>
>    CQ-CT 3,9 MADEIRA
>
>    CU 0,1,2,3,4,5,6,7,8,9 AÇORES
>
>
>
>    Até aqui, e apesar dos erros do passado, tudo bem, até que os
>    iluminados da
>    Anacom se lembraram de começar a atribuir CQ0 para os repetidores
>    continentais, CQ1 e CQ2 para as ilhas, no entanto uma estação
>    continental
>    "pode" pedir um indicativo com CQ2 para um concurso. Os CR até à
>    data foram
>    reservados para os buracos negros. Enfim, são estes os
>    especialistas de
>    trazer por casa, que recebem bateladas de euros ao fim do mês, que
>    andam a
>    deliberar e a gerir o nosso serviço.
>
>
>
>    Hmm, eles sabem que podem ter indicativos com sufixos de dimensão 4.
>
>
>
>    Algo que me preocupa profundamente são as novas classes. O decreto
>    de 95 já
>    era suposto aproximar-se do modelo da CEPT dai terem desaparecido
>    as cinco
>    classes que existiam (A, B, C, D e E - sim a E existia, era em
>    norma para as
>    XYL, e todas as operadoras tinham sufixo do tipo CT1Yxx) e passarem a
>    existir apenas 3. Já era suposto serem só três mas agora, julgo,
>    pela razão
>    de se evitarem passagens administrativas (os CT2 que se queixaram
>    tanto
>    perderam a oportunidade) serão 6. Seis para um universo de, menos
>    de, 6000
>    utentes dos quais metade deve estar inoperativa. Isto é no mínimo
>    um absurdo
>    mas talvez sejam as consequências do facilitismo verificado nos
>    últimos
>    anos, com exames de cruzinhas, e perguntas cuja resposta já era
>    domínio
>    público mesmo sem se saber o conteúdo dessa mesma resposta. Alias,
>    basta
>    ouvir as conversas no VHF (2m) hoje em dia, para se ouvirem os
>    "macanudos"
>    que para terem licença de amador deveriam saber coisas básicas como
>    circuitos ressonantes série-paralelo, relação comprimento de onda e
>    frequência, etc, mas são os primeiros a admitir que não percebem nada.
>    Atenção estou a generalizar e não são apenas CT2, também são CT1s
>    que pelas
>    passagens administrativas subiram de classe (mas aqui a idade é um
>    posto e
>    não discordo). Mas também é verdade que existem muitos
>    radioamadores que o
>    são e no entanto não são especialistas sobre rádio-electricidade, mas
>    procuram-no à sua maneira.
>
>
>
>    Vão-me desculpar, mas para falar existem muitas outras formas e
>    algumas
>    destas são hertzianas, que não o serviço de amador.
>
>
>
>    Quanto ao morse, continuo a achar que deve ser um factor de
>    distinção. Foi a
>    única "benesse" que as passagens administrativas me deram mas no
>    entanto
>    isso não me impediu de o aprender e tentar, sempre, melhorar e ser
>    mais
>    rápido. Com este modo podemos escutar balizas de satélites, cujo
>    efeito de
>    doppler, inviabiliza (ou dificulta bastante) a descodificação com
>    métodos
>    não humanos. Em situações de emergência, quando muitas vezes só
>    temos acesso
>    ao "keying" de um transceptor, que por razões várias possa estar
>    danificado
>    impossibilitando transmissões noutro modo. O "meteor-scattering"
>    que recorre
>    a "pings" ultra rápidos de morse, que obrigam a uma perícia imensa
>    para em
>    tempo real, desacelerar esses mesmos "pings", escutar o morse e
>    responder à
>    chamada. Enfim, uma panóplia de situações que recorrem ao ser
>    humano e ao
>    seu conhecimento adquirido. Quanto à informática, a "óptica do
>    utilizador"
>    não me parece relevante, mas o conhecimento dos modos digitais e
>    sub-faixas
>    alocadas e estes modos é importante.
>
>
>
>    Em relação às novas classes, não me parece que vá haver grandes
>    alterações
>    para as classes actuais, dai elas se manterem.
>
>
>
>    Enfim..
>
>
>
>    É tarde e escrevi isto duma assentada sem muita reflexão. Julgo
>    que temos
>    uns 85 dias, mais coisa menos coisa para tentarmos minorar os efeitos
>    nefastos que esta lei possa trazer.
>
>
>
>    Esta é uma das minhas contribuições. para que a festa continue!
>
>
>
>    73 de ct1enq
>
>
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