ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)

Carlos Mourato radiofarol gmail.com
Domingo, 8 de Março de 2009 - 19:58:18 WET


ColegasEu até tenho estado caladinho!!!...Alguns até se devem estar a
admirar. Não se enervem!!!!...Lá vem à baila outra vez a questão de ter ou
não CW!!!!... Isso vai ser modificado...O colega não se preocupe, pois
existem coisas muito mais graves...Eu até ja escutei um amador CT5, a falar
em 27340 KHz com um TS50 e a dar o indicativo de CT5XXX na banda do CB! e
esta ???...Quantos amadores, que são CBs não usam o equipamento de amador
para falar no CB??? ..Alguns até julgam que isso é legal. Um dia estava um
colega a dizer na frequencia, que agora que é radioamador, já usa mais
potencia no CB, porque so usa o radio de amador para o CB, pois como é
tambem radioamador já está autorizado a usar mais potencia. Não sei em que
regulamento leu essa, mas tá certo!!!!...Bem pensado não acham?...E anda o
colega preocupado em fazer um QSO em 20m do outro lado do "muro"! ehehehe!

Para a semana vai haver reuniões na ANACOM!...Já alguem mandou para as
associações as duvidas a esclarecer???...Não??? pois então o que estão à
espera???...Aqui não se altera nada.. Eu como participante nessas reuniões,
já pedi aos associados da ARLA que me mandem as duvidas para eu poder pedir
esclarecimentos. Até à data sabem quantos associados me mandaram
emails???...Zero redondinho ...nenhum!!! nepias. Espero que até quarta feira
possa receber alguns, senão perde-se a ração de andarem sempre a constestar
tudo o que é lei.

Quanto ao usar ou não os 20m, os 7200, os 50 Mhz,etc,  fica no ar uma
questão!...Para que serve tanta polémica se as bandas de amador passam
semanas sem que se escute uma unica estação portuguesa em 40m/20/15/10m??
Nos 40m até podiam dar apenas os 7070KHz, pois parece que os radioamadores
portugueses ficaram lá colados. Mesmo que esteja interferida não são capaz
de sair de lá!!!...Para que querem então ir aos 7200? Nos 80m tambem
aparecem meia duzia de "sempre os mesmos" e  na mesma frequencia...

À que ter calma e esperar pelo que está para sair, e principalmente por
noticias fidedignas, e não se deixar levar por pura especulação, que é o que
está a acontecer.

73 de CT4RK



2009/3/8 Cesar Santos <ct2hwp  hotmail.com>

>
>   Caro Colega esse assunto infelizmente não é para nós entendermos.
>   A listagem de indicativos da Anacom contempla carradas de CT1´s e até
> CT4´s com B s/morse mas ninguém diz nada a QSO´s de alguns desses
> indicativos  nos 20 Mts.
> Eu possuo licença CEPT,o que me permite quando passo a fronteira para o
> outro lado,utilizar os 20 mts livremente como EA/CT2HWP/m.
> Acontece que numa dessas vezes quase fui " fuzilado " via rádio por um
> colega que me berrou que eu não poderia estar a utilizar os 20mts.
> Fiquei indignado,envergonhado perante a minha família que me acompanhava e
> tive que desligar o rádio para não ter que perder a razão!
> O mais engraçado foi passados uns tempos esse mesmo colega estar em amena
> cavaqueira nos 20mts com um desses colegas CT1 B/sem morse no caso era
> CT1F?B e não se passava nada!!!!
> Com mentalidades e ignorãncias destas não vale a pena.
> Sou a favor do cw para quem gosta. Fui fazer exame uma vez e
> reprovei.Cheguei a conclusão que o morse é para quem gosta.
> Melhores 73´s
>
> César Santos / CT2(com muito gosto) HWP
>
> ------------------------------
>
> Date: Sun, 8 Mar 2009 18:17:01 +0000
> Subject: Re: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
> From: ct2gsn  gmail.com
> To: nobre.santos  netvisao.pt; cluster  radio-amador.net
>
>
> Continuo a não entender  o problema de certas pessoas relativamente ao CW.
> Aí vou eu bater na mesma tecla,porque é que mesmo não gostando de Morse e
> gostando de fonia,e como CT2 classe B sem Morse não poder usufruir de
> determinadas frequencias que não são especificas de morse ,mas até mais de
> fonia   ,ter que fazer exame de Morse não entendo .
> Sem exame sí faria Morse que quer quer gosta e quem sabe quem não sabe
> ,procederia da mesma forma estudava como estuda agora com os mesmos meios e
> quando chegar em frequencia e se sentir capaz de escutar e transmitir ,força
> .
> não é o exame que atesta nada.
> Por causa dessa lei do tempo dos Afonsinhos estão muitos bons operadores
> impedidos de uzar os 20 metros os 15 e outras frequencias muito
> interessantes em fonia.
>
> MOSE SIM SEMPRE MAS PARA QUEM GOSTA ,ACABAR COM O MORSE NUNCA.
>
> CT2GSN    JOÃO CUNHA
>
>
>
>
> 2009/3/7 Jorge Santos <nobre.santos  netvisao.pt>
>
> Colega Joel.
>
> Uma das razões que leva colegas B a reclamarem direitos é exactamente o
> facto de existirem CT1's sem morse, portanto a sua afirmação está de todo
> errada, aliás existem tantos CT1's sem morse do que com, consulte a lista
> publicada pela ANACOM e poderá ver que essa informação não está correcta.
>
>
> 73’s from:
> ***********************************
> CT1JIB / Jorge Santos
> QTH-Locator : IM58mo
> CQ Zone: 14 / ITU Zone: 37
> Watch data in www.qrz.com
> QSL Via: Bureau or Eqsl: www.eqsl.cc <http://www.eqsl.cc/>
>
> REP Member# 1748
>
> ARLA Member# 070
>
> ARRL/LoTW Member# 2000232451
>
> AMSAT Member# 36900
>
> EPC Member# 5302
>
> *
>
> Sysop of CQ0DSA, CQ0DAH, CQ0DCH
>
> D-Star System
> ************************************
>
>
>
> Joel Lobão escreveu:
>
> Caro colega,
> Não vi em parte alguma do texto do CT1ENQ algo que sugerisse uma luta de
> galões.
> Quanto a CT1's sem morse não existe. Todos os CT1 estão habilitados a fazer
> morse, quer tenham feito o exame quer tenham passado administrativamente.
> Além disso há poucos segmentos da banda de amador que um CT1 não possa
> operar. Que me lembre só os 6m a faixa de 7100 a 7200 e 70Mhz, pois esses
> carecem de uma licença especial que só é atribuida à classe A.
> Acho que todos querem o bem do radioamadorismo. Apenas cada um tem a sua
> visão do que é melhor...
> CT1HXB
>
> 2009/3/7 fernando seco <fernando.seco  netvisao.pt <mailto:
> fernando.seco  netvisao.pt>>
>
>    " é normal escutar colegas CT2/CT5 (e talvez CT1s) fora dos
>    segmentos que lhes "eram/são" permitidos"
>
>    Porque é que quando se refere aos CT2 não refere classe B? Sim
>    porque existe uma grande parte dos CT1 classe B.
>    "Talvez CT1s ..." tem duvidas que tambem os haverá?
>
>    Já agora qual a diferença em provas prestadas entre um CT1 sem
>    Morse e um CT2 ? O "exame" foi diferente? As pessoas fizeram os
>    exames que lhe foram exigidos para a classe e foram aprovados ou
>    não ponto final.
>
>    Existem bons e maus em todas as classes e se for de mau caracter
>    ha-de ser em todas .
>
>    Isto em vez de puxarmos todos no mesmo sentido para o futuro do
>    rádioamadorismo, parece uma luta de galões para ver quem é o o melhor.
>    CT2GAI
>
>    ----- Original Message ----- From: "José Miguel Miranda Barroso da
>    Fonte" <etjfonte  ua.pt <mailto:etjfonte  ua.pt>>
>    To: "'Resumo Noticioso Electrónico ARLA'"
>    <cluster  radio-amador.net <mailto:cluster  radio-amador.net>>
>    Sent: Saturday, March 07, 2009 2:33 AM
>    Subject: RE: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
>
>
>
>
>    A prova que foi de uma assentada, é a de que comecei por tentar
>    fazer uma
>    comparação com os dois antigos decretos e a certa altura o cansaço
>    já era
>    notório e acabei por atirar alguns pensamentos. Eram quase três da
>    manhã
>    quando enviei a mensagem, isto depois de um dia de trabalho cansativo.
>    A reflexão que existiu foi a de alguns pensamentos recorrentes,
>    daí algumas
>    ideias já estarem definidas.
>    :)
>
>    Quanto ao comentário do colega João Martins, o que posso dizer é
>    que se isto
>    fosse uma utopia, até os CT5 podiam ser CT1, desde que respeitassem as
>    imposições legais. Infelizmente, mesmo podendo ser identificados,
>    é normal
>    escutar colegas CT2/CT5 (e talvez CT1s) fora dos segmentos que lhes
>    "eram/são" permitidos. Eram, porque agora não sabemos como vai ser.
>
>    (Gostei da estória do Inocêncio eheh)
>
>    No entanto, em relação ao novo decreto, houve uma questão que me
>    suscitou
>    curiosidade. Era, e continua a ser por mais 90 dias, comum escutar
>    colegas
>    dizer que bastava pedir um indicativo especial para operar todas
>    as bandas,
>    Isso, como já foi provado, é mentira. Mas existia outra questão.
>    No decreto
>    de 1995, artigo 18º ponto 2, diz:
>
>    "2 - O ICP pode, sempre que se realizem concursos entre os amadores
>    nacionais, ou entre estes e os estrangeiros, mediante proposta
>    fundamentada
>    de amadores ou de associações de amadores, autorizar, durante o
>    período
>    desses concursos e para essa finalidade, a utilização sem restrição de
>    distância, tipo de emissão ou de categoria de amador, de qualquer
>    das faixas
>    de frequência atribuídas ao serviço de amador."
>
>    Ora, este ponto era interessante e eu concordava com ele, mas e agora?
>
>    Agora é o Artigo 14º (da Lei de 2009). Este diz:
>
>    " Autorizações especiais
>    1 - O ICP -ANACOM pode conceder autorizações
>    temporárias para o funcionamento de estações, com localizações
>    definidas, nos termos do n.º 1 do artigo 15.º, que
>    não cumpram no todo ou em parte as disposições técnicas
>    definidas no presente decreto -lei, a titulares de CAN,
>    com excepção dos da categoria 3, bem como a titulares
>    de licenças de estação de uso comum ou de documento
>    habilitante válido emitido pela CEPT, UIT ou país com o
>    qual Portugal tenha um acordo de reciprocidade.
>
>    2 - O ICP -ANACOM pode autorizar, em determinados
>    eventos ou iniciativas, que indivíduos não habilitados para
>    o efeito utilizem estações de amador, sob a supervisão de
>    amadores das categorias 1, A ou B.
>
>    3 - As autorizações referidas nos n.os 1 e 2 são atribuídas
>    mediante requerimento dirigido à ANACOM que
>    invoque o objectivo exclusivamente de promoção e divulgação
>    do conhecimento tecnológico e científico ou de
>    desenvolvimento de actividades experimentais no âmbito
>    das comunicações electrónicas em geral e das radiocomunicações
>    em particular.
>
>    4 - No caso a que se refere o número anterior, os requerimentos
>    devem ser apresentados ao ICP -ANACOM com
>    uma antecedência mínima de 10 dias úteis relativamente à
>    data pretendida para o início de vigência da autorização.
>    5 - Em casos excepcionais, devidamente justificados,
>    o ICP -ANACOM pode dispensar o cumprimento do prazo
>    a que se refere o número anterior. "
>
>    (A lei de 95 tem dois pontos.)
>
>    Ora, no ponto 1 refere o ponto 1 de artigo seguinte (15º), que diz:
>
>    "1 - As faixas de frequências atribuídas ao serviço de
>    amador e ao serviço de amador por satélite, bem como as
>    condições de utilização para cada uma das categorias a
>    que se refere o n.º 1 do artigo 5.º, incluindo as respectivas
>    potências de emissão são fixadas e publicitadas no Quadro
>    Nacional de Atribuição de Frequências (QNAF)."
>
>    Se não estou em erro, acabou-se a cerveja...
>
>    Autorizações especiais, de cariz temporário, aplicam-se nos termos
>    do ponto
>    1 do artigo 15º. Este ponto refere que as categorias e suas faixas
>    serão
>    publicitadas no QNAF. Das duas uma, ou o QNAF vai ficar ainda maior ou
>    alguém meteu água (na cerveja). Será o fim das eventuais excepções
>    consentidas pela ANACOM após requerimento "fundamentado".
>
>    O texto além de mais extenso complica o que era fácil.
>
>    Comentários?
>
>    Já agora, alguém sabe as razões da divisão da banda dos 30m em 3
>    parcelas?
>    Não vi ninguém comentar isso. Já há algum tempo que vi esta
>    divisão aparecer
>    no QNAF mas não vi nenhuma reacção. O serviço de amador tem estatuto
>    secundário nesta banda, mas e daí? Se nem nas bandas de estatuto
>    primário
>    com protecção estamos à vontade...)
>
>    Enfim, alguém para a "after-hours" na Zé Malhoa?
>
>    73 de ct1enq
>
>
>    -----Mensagem original-----
>    De: cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>
>    [mailto:cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>] Em nome de João
>    Gonçalves Costa
>    Enviada: sexta-feira, 6 de Março de 2009 10:14
>    Para: 'Resumo Noticioso Electrónico ARLA'
>    Assunto: RE: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
>
>    Muitos Parabéns CT1ENQ,
>
>    Pela sua bem elaborada e fundamentada analise que vem recentrar e
>    enriquecer a discussão em muito do que é essencial se discutir no
>    presente e
>    para o futuro.
>
>    Discordando em alguns pontos por si abordados, caso do morse, no geral
>    concordo com muito do que escreveu e do muito que existe para
>    escrever e
>    debater.
>
>    Infelizmente, muitas vezes ficamo-nos pela "espuma dos dias " e
>    não paramos
>    para distinguir o joio no meio do campo de trigo.
>
>    Discordo completamente desta sua frase "...escrevi isto duma
>    assentada sem
>    muita reflexão " pois não é de todo verdade.
>
>    João Costa,CT1FBF
>
>    ________________________________
>
>    De: cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>
>    [mailto:cluster-bounces  radio-amador.net
>    <mailto:cluster-bounces  radio-amador.net>] Em nome de José Miguel
>    Miranda
>    Barroso da Fonte
>    Enviada: sexta-feira, 6 de Março de 2009 2:49
>    Para: 'Resumo Noticioso Electrónico ARLA'
>    Assunto: ARLA/CLUSTER: O novo decreto (e a festa continua)
>
>
>
>    As notas introdutórias, do antigo e novo decreto, diferem, como
>    seria de
>    esperar. O decreto antigo começa por se queixar da complexidade e
>    multiplicidade normativa do decreto de 1983. Também afirma que
>    ocorreram
>    alterações normativas que justificam as alterações que, entretanto,
>    entrariam em vigor. Modificaram-se as categorias, faixas de
>    frequências,
>    classes de emissão (mas nem todas contempladas.) e dizem que a as
>    práticas
>    decorridas também ajudaram e reformular o "novo", de 1995, decreto.
>    Acolhem-se princípios da WRC e CEPT (T/R 61-01 e T/R 61-02). Dai a
>    existência de apenas 3 classes.
>
>
>
>    Ora, o novo decreto começa por afirmar que o decreto anterior
>    demonstra a
>    necessidade de actualização (com atraso de 14 anos). Afirmam que este
>    decreto traduz esse esforço! (Bem, a começar com 6 categorias, parece
>    simples!).
>
>
>
>    A verdade é que alguns dos erros do decreto de 1995 foram
>    corrigidos. Alguns
>    pontos do novo decreto já existiam no decreto de 1983.
>    "Desapareceram" desde
>    1995 e voltam agora, como o caso de um operador de classe inferior
>    poder
>    utilizar a estação de um amador de classe superior desde que
>    respeitando as
>    limitações da sua classe. Outro erro corrigido é a frase que
>    consta no CAN,
>    actual, de cada um, onde, no verso, diz:
>
>
>
>    "A instalação e utilização de estação de amador própria carece de
>    licença"
>
>
>
>    A incoerência deste frase é tal que nem merece comentários, no
>    entanto no
>    novo decreto, o de 2009, Capítulo III artigo 9º ponto 1, é dito:
>
>
>
>    "O funcionamento de estações individuais de amador não carece de
>    licença"
>
>
>
>    Contemplam-se normas, extensivamente, para as estações de uso
>    comum, algo
>    que não estava contemplado no decreto de 1995, o que é de salutar.
>
>
>
>    A renovação automática também me parece bem, contemplada na lei de
>    2000 cuja
>    aplicação excluía o serviço de Amador e Amador por satélite.
>
>
>
>    Depois surgem os erros, tipo: Artigo 6º ponto 3:
>
>
>
>    " Os CAN são válidos por um período de 10 anos, independentemente da
>    alteração de categoria durante esse período."
>
>
>
>    Depois o ponto 4 diz:
>
>
>
>    " O CAN deve ser alterados nos seguintes casos:
>
>    a) Por iniciativa do ICP-ANACOM, sempre que se verifique uma alteração
>    na categoria de amador;"
>
>
>
>    Esta "redundância" parece completamente desnecessária, do tipo,
>    decreto de
>    1995. Este é apenas um dos, alguns, casos. A verdade é que li o
>    decreto uma
>    vezes mas sempre na "diagonal" e foi o suficiente para perceber
>    que os 14
>    anos de espera não vislumbram nada de novo, apenas mais do mesmo,
>    isto,
>    mesmo sem conhecer o conteúdo das portarias que se avizinham.
>
>
>
>    Um dos pontos que me preocupa é o novo valor das taxas, tendo em
>    conta que o
>    serviço de amador NÃO É UM SERVIÇO PÚBLICO mas sim de cariz cientifico
>    apesar da "CBização" que se tem verificado.
>
>
>
>    Preocupa-me a questão dos novos indicativos. Desde há uns anos que não
>    entendo o que a ANACOM anda a fazer. Todos sabem que a série
>    atribuída a
>    Portugal é CQ-CU, já para não falar da série XX que se perdeu em
>    2007 para a
>    China sem que ninguém desse por ela (sem comentários).
>
>    A sub-divisão interna é internacionalmente conhecida:
>
>
>
>    CQ-CT 0,1,2,4,5,6,7,8 PORTUGAL
>
>    CQ-CT 3,9 MADEIRA
>
>    CU 0,1,2,3,4,5,6,7,8,9 AÇORES
>
>
>
>    Até aqui, e apesar dos erros do passado, tudo bem, até que os
>    iluminados da
>    Anacom se lembraram de começar a atribuir CQ0 para os repetidores
>    continentais, CQ1 e CQ2 para as ilhas, no entanto uma estação
>    continental
>    "pode" pedir um indicativo com CQ2 para um concurso. Os CR até à
>    data foram
>    reservados para os buracos negros. Enfim, são estes os
>    especialistas de
>    trazer por casa, que recebem bateladas de euros ao fim do mês, que
>    andam a
>    deliberar e a gerir o nosso serviço.
>
>
>
>    Hmm, eles sabem que podem ter indicativos com sufixos de dimensão 4.
>
>
>
>    Algo que me preocupa profundamente são as novas classes. O decreto
>    de 95 já
>    era suposto aproximar-se do modelo da CEPT dai terem desaparecido
>    as cinco
>    classes que existiam (A, B, C, D e E - sim a E existia, era em
>    norma para as
>    XYL, e todas as operadoras tinham sufixo do tipo CT1Yxx) e passarem a
>    existir apenas 3. Já era suposto serem só três mas agora, julgo,
>    pela razão
>    de se evitarem passagens administrativas (os CT2 que se queixaram
>    tanto
>    perderam a oportunidade) serão 6. Seis para um universo de, menos
>    de, 6000
>    utentes dos quais metade deve estar inoperativa. Isto é no mínimo
>    um absurdo
>    mas talvez sejam as consequências do facilitismo verificado nos
>    últimos
>    anos, com exames de cruzinhas, e perguntas cuja resposta já era
>    domínio
>    público mesmo sem se saber o conteúdo dessa mesma resposta. Alias,
>    basta
>    ouvir as conversas no VHF (2m) hoje em dia, para se ouvirem os
>    "macanudos"
>    que para terem licença de amador deveriam saber coisas básicas como
>    circuitos ressonantes série-paralelo, relação comprimento de onda e
>    frequência, etc, mas são os primeiros a admitir que não percebem nada.
>    Atenção estou a generalizar e não são apenas CT2, também são CT1s
>    que pelas
>    passagens administrativas subiram de classe (mas aqui a idade é um
>    posto e
>    não discordo). Mas também é verdade que existem muitos
>    radioamadores que o
>    são e no entanto não são especialistas sobre rádio-electricidade, mas
>    procuram-no à sua maneira.
>
>
>
>    Vão-me desculpar, mas para falar existem muitas outras formas e
>    algumas
>    destas são hertzianas, que não o serviço de amador.
>
>
>
>    Quanto ao morse, continuo a achar que deve ser um factor de
>    distinção. Foi a
>    única "benesse" que as passagens administrativas me deram mas no
>    entanto
>    isso não me impediu de o aprender e tentar, sempre, melhorar e ser
>    mais
>    rápido. Com este modo podemos escutar balizas de satélites, cujo
>    efeito de
>    doppler, inviabiliza (ou dificulta bastante) a descodificação com
>    métodos
>    não humanos. Em situações de emergência, quando muitas vezes só
>    temos acesso
>    ao "keying" de um transceptor, que por razões várias possa estar
>    danificado
>    impossibilitando transmissões noutro modo. O "meteor-scattering"
>    que recorre
>    a "pings" ultra rápidos de morse, que obrigam a uma perícia imensa
>    para em
>    tempo real, desacelerar esses mesmos "pings", escutar o morse e
>    responder à
>    chamada. Enfim, uma panóplia de situações que recorrem ao ser
>    humano e ao
>    seu conhecimento adquirido. Quanto à informática, a "óptica do
>    utilizador"
>    não me parece relevante, mas o conhecimento dos modos digitais e
>    sub-faixas
>    alocadas e estes modos é importante.
>
>
>
>    Em relação às novas classes, não me parece que vá haver grandes
>    alterações
>    para as classes actuais, dai elas se manterem.
>
>
>
>    Enfim..
>
>
>
>    É tarde e escrevi isto duma assentada sem muita reflexão. Julgo
>    que temos
>    uns 85 dias, mais coisa menos coisa para tentarmos minorar os efeitos
>    nefastos que esta lei possa trazer.
>
>
>
>    Esta é uma das minhas contribuições. para que a festa continue!
>
>
>
>    73 de ct1enq
>
>
>
>
>
>
>    _______________________________________________
>    CLUSTER mailing list
>    CLUSTER  radio-amador.net <mailto:CLUSTER  radio-amador.net>
>    /cluster/listinfo/cluster
>
>
>    _______________________________________________
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>    /cluster/listinfo/cluster
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>    _______________________________________________
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> _______________________________________________
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>
>
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> _______________________________________________
> CLUSTER mailing list
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>
>


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Best 73 from: regards from: CT4RK Carlos Mourato - Sines - Portugal

Save the Radio Spectrum! Eliminate Broadband over Power Line. Salve as
frequencias de radio. Não use a rede electrica para transmitir dados. O PLC
causa fortes interferencias noutro serviços sem voce se aperceber. Diga não
ao PLC. Proteja o ambiente
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